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19/08/2026

Quanto um PJ paga de imposto no Simples Nacional e Lucro Presumido

Saber exatamente quanto um PJ paga de imposto é uma das principais dúvidas de quem decide abrir um CNPJ ou trocar o modelo de contratação tradicional pela prestação de serviços. Afinal, a promessa de um faturamento bruto maior só se consolida como vantagem real quando você entende o valor líquido que sobra no seu bolso.

Dessa forma, a escolha entre os regimes do Simples Nacional e do Lucro Presumido impacta diretamente a sua alíquota mensal e a saúde financeira do seu negócio. 

Ao mesmo tempo, a falta de conhecimento sobre como funciona o cálculo da tributação pode fazer com que o profissional recolha mais impostos do que o necessário, reduzindo a margem de lucro de forma totalmente evitável.

Pensando nisso, este artigo traz a clareza que você precisa para entender a diferença prática entre esses dois regimes em 2026. Acompanhe! 

Quanto um PJ paga de imposto no Simples Nacional?

No Simples Nacional, a alíquota inicial para a maioria dos prestadores de serviços começa em 6% sobre o faturamento bruto mensal. Por ser um regime unificado, essa porcentagem recolhe diversos tributos municipais e federais em uma única guia de pagamento, simplificando bastante a rotina tributária do empreendedor.

Contudo, a porcentagem exata a ser paga depende da atividade que a sua empresa executa e da faixa de faturamento acumulado nos últimos 12 meses. 

As atividades de prestação de serviços se dividem principalmente entre o Anexo III, com alíquotas que partem de 6%, e o Anexo V, cujos impostos começam em 15,5%.

Dessa forma, quanto maior for o seu faturamento bruto, maior será a alíquota progressiva aplicada sobre a sua receita. 

Por isso, contar com um acompanhamento contábil eficiente garante que a sua empresa seja enquadrada no anexo correto, evitando cobranças acima do necessário e garantindo uma retenção menor no fim do mês.

– Leia também: Vantagens de tributar pelo Anexo III do Simples Nacional para PJs

Como funciona a tributação do PJ no Lucro Presumido?

Diferente do recolhimento unificado do Simples Nacional, a tributação no Lucro Presumido funciona por meio do pagamento individualizado de cada imposto. 

Nesse regime, a Receita Federal presume qual foi a margem de lucro da sua empresa para aplicar as cobranças federais, em vez de tributar diretamente todo o faturamento bruto.

Para a maioria dos prestadores de serviços, o governo fixa uma margem de presunção de 32% sobre a receita bruta. É exatamente sobre essa parcela estimada de 32% que incidem as alíquotas do IRPJ (15%, com adicional para faturamentos altos) e da CSLL (9%). 

Além dessas cobranças trimestrais, você também precisa pagar mensalmente os tributos diretos sobre a nota emitida: PIS (0,65%), COFINS (3%) e o ISS municipal, que varia entre 2% e 5% conforme a sua cidade.

Consequentemente, somando todos os tributos federais e municipais, a carga tributária total do PJ no Lucro Presumido varia, na prática, entre 13,33% e 16,33% do faturamento total. 

Por causa disso, este modelo costuma ser muito vantajoso para empresas de serviços que faturam acima dos limites do Simples Nacional ou que sofrem com alíquotas elevadas nos anexos superiores.

Exemplos práticos: quanto um PJ paga de imposto em cada cenário?

Para entender qual regime cabe no seu bolso, o melhor caminho é comparar o imposto final em situações reais do dia a dia. A diferença de valores entre os modelos tributários varia bastante conforme o faturamento mensal da sua empresa e a sua folha de pagamento.

Abaixo, simulamos a tributação mensal para um prestador de serviços da área de tecnologia ou consultoria em dois patamares de receita distintos:

Cenário 1: Faturamento mensal de R$ 10.000,00

– Simples Nacional (Anexo III – com Fator R): pagando uma alíquota inicial de 6%, o imposto total será de R$ 600,00 por mês.

– Simples Nacional (Anexo V – sem Fator R): com a alíquota inicial de 15,5%, o imposto cobrado sobe para R$ 1.550,00 ao mês.

– Lucro Presumido: aplicando a alíquota média de 13,33% a 16,33%, o imposto total ficará entre R$ 1.333,00 e R$ 1.633,00 mensais.

Cenário 2: Faturamento mensal de R$ 35.000,00

– Simples Nacional: devido às faixas progressivas, a alíquota efetiva pode ultrapassar 16%, resultando em tributos acima de R$ 5.600,00 mensais.

– Lucro Presumido: mantendo a taxa fixa de presunção, o imposto total somará cerca de R$ 4.665,50 a R$ 5.715,50 por mês.

Dessa forma, fica evidente que o Simples Nacional costuma ser imbatível para faturamentos iniciais, desde que enquadrado no Anexo III. 

Por outro lado, à medida que a receita bruta cresce, o Lucro Presumido passa a ser uma alternativa mais vantajosa para estancar o aumento dos impostos.

Como escolher o melhor regime e pagar menos imposto?

Descobrir na prática quanto um PJ paga de imposto exige analisar com cuidado os números do seu negócio e o seu enquadramento fiscal. Como vimos, uma escolha errada de regime tributário pode fazer com que você rasgue dinheiro todos os meses pagando alíquotas desnecessárias.

Aqui na SeeS Contabilidade Online, oferecemos orientação personalizada para que você entenda as novas exigências fiscais, adapte seus processos e continue emitindo notas com tranquilidade. Conte com a gente para transformar essa mudança em um passo de evolução para o seu negócio. 

Perguntas Frequentes (FAQ)

1. O que é o Fator R e como ele ajuda a pagar menos imposto como PJ? 

O Fator R é uma regra do Simples Nacional que permite a empresas de certas atividades (como TI e engenharia) reduzirem sua alíquota de 15,5% para 6%. Para isso, os gastos com folha de pagamento e pró-labore devem representar pelo menos 28% do faturamento bruto.

2. Posso mudar de regime tributário a qualquer momento do ano? 

Não. A troca de regime tributário entre Simples Nacional e Lucro Presumido só pode ser feita uma vez por ano, geralmente durante o mês de janeiro. Por isso, o planejamento fiscal deve ser feito com antecedência.

3. Além dos impostos da empresa, o PJ precisa pagar imposto no CPF? 

Apenas sobre o valor retirado como pró-labore, que sofre retenção de INSS e Imposto de Renda. Por outro lado, o valor recebido a título de distribuição de lucros é isento de Imposto de Renda na física, desde que a contabilidade esteja em dia.

4. Como saber se o Lucro Presumido é melhor do que o Simples Nacional para o meu caso? 

O Lucro Presumido costuma valer a pena quando a alíquota efetiva do Simples Nacional ultrapassa 16% ou quando a empresa fatura alto e não possui despesas com folha de pagamento para aplicar o Fator R.

Categorias: Contabilidade Empreendedorismo Pessoa Jurídica Simples Nacional
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