Abertura de empresa

As 9 coisas essenciais para saber antes de virar PJ

SeeS Contabilidade Online
12 min de leitura

A decisão de virar Pessoa Jurídica (PJ) pode trazer muitas vantagens, como carga tributária reduzida, maior autonomia e melhores oportunidades no mercado. No entanto, antes de dar esse passo, é fundamental entender os desafios e responsabilidades que acompanham essa mudança.

Muitos profissionais escolhem atuar como PJ buscando mais flexibilidade e maior retorno financeiro, mas nem sempre consideram pontos importantes, como obrigações fiscais, planejamento financeiro e necessidade de formalização. Sem um bom entendimento dessas questões, o que parecia ser uma decisão vantajosa pode acabar trazendo complicações.

Por isso, neste artigo, vamos explorar as 9 principais coisas que você precisa saber antes de se tornar PJ, ajudando você a se preparar da melhor forma para essa nova fase. Acompanhe!

1. Qual a diferença entre CLT e PJ?

A escolha entre CLT e PJ é uma das primeiras dúvidas que surgem para quem está considerando migrar para o modelo de Pessoa Jurídica. Ambos os formatos têm benefícios e malefícios, e a melhor opção vai depender do seu perfil profissional, das suas expectativas e do tipo de contrato oferecido.

O regime CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) garante ao trabalhador direitos e benefícios formais, como 13º salário, férias remuneradas, FGTS, INSS e seguro-desemprego. Além disso, a empresa contratante é responsável por pagar os impostos sobre a folha de pagamento, e o funcionário recebe seu salário já com os descontos previstos em lei. 

Esse modelo oferece mais estabilidade e proteção, mas, em contrapartida, os impostos e encargos trabalhistas fazem com que a remuneração líquida seja menor em comparação ao modelo PJ.

Já ao atuar como PJ (Pessoa Jurídica), o profissional presta serviços como uma empresa e não tem vínculo empregatício com a contratante. Isso significa que não há direitos como férias pagas, 13º salário ou FGTS, mas, por outro lado, a remuneração tende a ser mais alta, já que a empresa deixa de arcar com os encargos trabalhistas e pode oferecer valores mais atrativos. 

Como PJ, o profissional também tem a possibilidade de deduzir despesas relacionadas ao trabalho e escolher um regime tributário que pode reduzir a carga de impostos, dependendo do faturamento.

A principal diferença entre os dois modelos está na segurança versus flexibilidade. Enquanto a CLT garante estabilidade financeira e benefícios, o PJ oferece maior independência e um retorno financeiro potencialmente maior, mas exige mais planejamento e disciplina financeira.

2. Planejamento financeiro é essencial 

Se tornar Pessoa Jurídica (PJ) pode significar um aumento na renda líquida, mas, junto com essa vantagem, vem a responsabilidade de gerenciar o próprio dinheiro de forma estratégica

Diferente do regime CLT, onde o salário cai na conta com descontos já aplicados e benefícios garantidos, no modelo PJ, a gestão financeira fica totalmente nas mãos do profissional. Isso significa que, além de calcular impostos e custos operacionais, é essencial separar uma parte da receita para cobrir períodos sem trabalho, férias e eventuais imprevistos. 

Como não há 13º salário, FGTS ou seguro-desemprego, o profissional precisa criar sua própria reserva financeira, garantindo estabilidade mesmo nos meses de menor faturamento.

Outro ponto importante é o pagamento de impostos e contribuições, que não são descontados automaticamente do valor recebido. Dependendo do regime tributário escolhido, pode ser necessário recolher tributos como INSS, ISS e impostos do Simples Nacional ou Lucro Presumido

Sem um bom planejamento, o profissional pode acabar gastando tudo o que recebe sem considerar esses custos e enfrentar problemas com o Fisco.

Além disso, é fundamental ter uma separação clara entre as finanças pessoais e as da empresa. Abrir uma conta bancária PJ ajuda a manter essa organização e facilita a gestão do fluxo de caixa. 

Para quem deseja ter mais controle e tranquilidade, planejar-se financeiramente antes de se tornar PJ faz toda a diferença. Criar uma reserva, calcular despesas fixas e variáveis e manter um fluxo de caixa saudável são atitudes que garantem mais segurança e estabilidade nessa nova fase. 

3. Impostos e obrigações

Ao se tornar PJ, muitas pessoas se animam com a possibilidade de ganhar mais, mas esquecem que, ao contrário de um trabalhador CLT, os impostos e obrigações não são descontados automaticamente. 

Isso significa que o profissional precisa entender bem as tributações aplicáveis ao seu negócio e manter os pagamentos em dia para evitar problemas com o Fisco.

A carga tributária de um PJ varia conforme o tipo de empresa aberta e o regime tributário escolhido. As opções mais comuns para quem trabalha como profissional autônomo são Simples Nacional e Lucro Presumido

Além dos impostos sobre a atividade da empresa, um PJ também precisa considerar contribuições previdenciárias, como o pagamento do INSS, que é essencial para garantir benefícios como aposentadoria e auxílio-doença. Diferente de um trabalhador CLT, que tem esse valor descontado automaticamente, o profissional PJ precisa fazer esse recolhimento por conta própria.

Outro ponto essencial é a emissão de notas fiscais. Quem presta serviço para outras empresas geralmente é obrigado a emitir nota fiscal eletrônica (NF-e) e recolher tributos como ISS (Imposto sobre Serviços), que varia de acordo com o município. Não emitir nota pode levar a multas e problemas fiscais, além de prejudicar a credibilidade do profissional no mercado.

Entender essas obrigações desde o início é essencial para que a experiência como PJ seja financeiramente sustentável e livre de surpresas desagradáveis. 

4. Custos escondidos como PJ

Ser Pessoa Jurídica (PJ) pode aumentar a renda líquida, mas muitos profissionais não consideram os custos adicionais envolvidos. Desde a abertura da empresa até as despesas operacionais, esses gastos podem impactar o orçamento e precisam ser planejados.

Logo no início, há taxas para abrir o CNPJ, que variam conforme o estado e o tipo de empresa, além da possível necessidade de registro em conselhos de classe para algumas profissões. Outro custo obrigatório é o certificado digital, essencial para emitir notas fiscais. 

A contabilidade também é um gasto importante, já que um contador garante que os impostos sejam pagos corretamente. Além disso, contas bancárias PJ costumam ter tarifas para movimentações, emissão de boletos e transferências.

No dia a dia, o PJ assume despesas que antes poderiam ser cobertas pela empresa na CLT, como internet, telefone, softwares, coworking e deslocamentos. 

Por isso, antes de se tornar PJ, é essencial calcular todos esses custos para garantir que a mudança realmente compense. 

5. Previdência e benefícios

Como vimos na primeira dica, sobre a diferença entre CLT e PJ, o PJ não tem benefícios garantidos. Isso significa que o profissional precisa planejar sua própria segurança financeira, especialmente pensando no futuro e em imprevistos.

Um dos pontos mais importantes é a previdência social. Diferente de um trabalhador CLT, que tem o INSS descontado automaticamente, o PJ precisa contribuir por conta própria. A alíquota varia conforme a categoria de contribuição, mas pagar o INSS é essencial para garantir aposentadoria, auxílio-doença e outros benefícios previdenciários.

Além da previdência pública, vale considerar um plano de previdência privada, que pode ser uma alternativa interessante para quem deseja complementar a aposentadoria e ter mais flexibilidade no futuro. 

Outra questão relevante é a segurança financeira para emergências, já que um PJ não tem direito ao seguro-desemprego. Criar uma reserva financeira ajuda a lidar com períodos sem trabalho ou eventuais problemas de saúde.

Também é importante pensar em benefícios particulares, como plano de saúde, seguro de vida e auxílio-alimentação, que na CLT são oferecidos pela empresa, mas no modelo PJ precisam ser contratados de forma independente. 

No fim das contas, ser PJ traz liberdade e mais controle sobre a própria renda, mas exige planejamento e organização financeira para garantir estabilidade a longo prazo.

6. A importância de um contador 

Muitos profissionais que decidem se tornar Pessoa Jurídica (PJ) acreditam que podem cuidar sozinhos de toda a parte financeira e tributária. No entanto, sem um planejamento adequado e o conhecimento das regras fiscais, é fácil cometer erros que podem resultar em multas, pagamento indevido de impostos ou até problemas com a Receita Federal.

Ter um contador de confiança faz toda a diferença para garantir que sua empresa esteja regularizada e pagando apenas o necessário em impostos. 

Esse profissional ajuda na escolha do melhor regime tributário, no cálculo correto dos tributos e na organização financeira da empresa, evitando surpresas desagradáveis no futuro.

Além disso, um contador facilita processos como a emissão de notas fiscais, cumprimento de obrigações acessórias e planejamento de retiradas mensais, permitindo que o PJ foque apenas no seu trabalho e crescimento profissional.

No final, contar com um especialista não é um custo, mas sim um investimento para garantir que sua empresa funcione sem problemas, de forma sustentável e dentro da lei. 

7. Organização e gestão de negócios

Ao se tornar Pessoa Jurídica (PJ), o profissional não é apenas um prestador de serviços, mas também o gestor do próprio negócio. Ou seja, além de executar seu trabalho, ele precisa cuidar de áreas como finanças, planejamento, emissão de notas fiscais e cumprimento de obrigações tributárias.

Sem uma boa organização, os desafios podem se acumular e comprometer a saúde financeira da empresa. Por isso, é essencial controlar receitas e despesas, manter um fluxo de caixa equilibrado e garantir que todos os compromissos fiscais e administrativos sejam cumpridos dentro do prazo.

Ter disciplina financeira, usar ferramentas de gestão e, sempre que possível, contar com um contador para auxiliar no planejamento são atitudes que tornam tudo mais seguro e eficiente. 

8. Planejamento para variações da receita

Uma das principais diferenças entre ser CLT e PJ é a instabilidade na renda. Enquanto o trabalhador com carteira assinada recebe um salário fixo todos os meses, o profissional PJ pode ter variações no faturamento, dependendo da demanda do mercado, sazonalidade ou até mesmo imprevistos.

Por isso, se planejar para esses altos e baixos é essencial. Como falamos algumas vezes, criar uma reserva financeira para cobrir meses de faturamento menor é uma estratégia fundamental para garantir tranquilidade. 

Além disso, organizar um orçamento pessoal e empresarial, separando os custos fixos e variáveis, ajuda a manter o controle e evitar dificuldades financeiras.

Outra forma de reduzir riscos é diversificar fontes de receita, seja atendendo diferentes clientes ou oferecendo novos serviços. Dessa forma, mesmo que um contrato acabe ou a demanda diminua em um setor, ainda há outras formas de manter o faturamento.

No modelo PJ, não há garantia de estabilidade, mas com um bom planejamento financeiro, é possível evitar apertos e garantir segurança mesmo nos períodos mais incertos. 

9. Mentalidade do empreendedor

Por último, mas não menos importante, ter uma mentalidade empreendedora é essencial. 

Ao se tornar PJ, a grande mudança não está apenas no modelo de contratação, mas na mentalidade. Diferente do regime CLT, onde há um empregador definindo tarefas e horários, no PJ você é seu próprio chefe, responsável não apenas pelo seu trabalho, mas também pelo crescimento do seu negócio.

Isso exige uma postura mais proativa e estratégica. Não basta apenas executar bem os serviços, é preciso buscar novos clientes, organizar finanças, planejar o futuro e garantir a sustentabilidade do negócio. 

Além disso, sem um chefe para cobrar prazos e entregas, a disciplina e a gestão do tempo se tornam essenciais para manter a produtividade e o fluxo de trabalho.

Adotar uma mentalidade empreendedora significa enxergar seu trabalho como um negócio e estar sempre pensando em como melhorar, expandir e se adaptar ao mercado. 

Quem faz essa transição com planejamento e visão estratégica consegue crescer com mais segurança e aproveitar melhor as oportunidades. 

Conclusão

Se tornar Pessoa Jurídica (PJ) pode ser uma excelente escolha para quem busca mais autonomia e maior rendimento, mas exige planejamento e conhecimento das responsabilidades envolvidas. 

Desde a gestão financeira até a organização tributária, cada detalhe faz a diferença para que essa mudança seja realmente vantajosa.

Ao entender impostos, obrigações, custos escondidos e a importância do planejamento, você se prepara melhor para essa transição e evita surpresas desagradáveis. 

Contar com o apoio de um contador e adotar uma mentalidade empreendedora também são passos fundamentais para garantir estabilidade e crescimento no longo prazo.

É justamente nesse cenário que a SeeS Contabilidade pode fazer toda a diferença.

Com uma equipe especializada e uma abordagem 100% online, estamos prontos para ajudar você a simplificar a gestão do seu CNPJ, garantindo que todos os processos sejam feitos de forma segura, eficiente e sem complicações.

Com nosso time esclarecendo todas as suas dúvidas e evitando armadilhas fiscais, você terá a tranquilidade de administrar as duas jornadas sem complicações. Juntos, podemos transformar desafios em oportunidades. 

Afinal, com a SEES Contabilidade, sua carreira está sempre em boas mãos!

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